segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Um dia de domingo


Eu preciso te falar: te encontrar de qualquer jeito, Pra sentar e conversar, depois andar de encontro ao vento. Eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia, e na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia, eu preciso te tocar, e outra vez te ver sorrindo, e voltar num sonho lindo. Já não dá mais pra viver um sentimento sem sentido, eu preciso descobrir a emoção de estar contigo, ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer, como um dia de domingo. Faz de conta que ainda é cedo tudo vai ficar por conta da emoção. Faz de conta que ainda é cedo e deixar falar a voz do coração ...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

VIVER INTENSAMENTE

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara muitas vezes"! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudadee tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo). Mas vivi, e ainda vivo! Não passo pela vida… E você também não deveria passar! Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é "muito" pra ser insignificante. Charles Chaplin

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Último poema de amor


Amo. Com todas as minhas imensas expressões. Sempre amei. E eternamente amarei. Nas tempestades. Que me levam á ilha perdida dos afectos. Onde sou Rei, sou o Princepezinho que reina sobre o nada. Reina sozinho tendo tanto imenso para oferecer. Mundos infinitos e ninguém para o receber. E muito menos o ler porque há pessoas que nascem para o nada. E eu sou uma delas. Que ignoro onde todo o meu infinito pôr. Sendo por isso que estas são as minhas derradeiras palavras. Até ao dia incógnito do amanhã. Este é O meu último poema (de amor)
Myguel Patrício Exupéry

domingo, 7 de setembro de 2008

SAUDADES DA BRILHANTINA


Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo. Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha? As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para 'ver'. Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones? Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados...As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura. Os machos estão com medo das 'mulheres-liquidificador'. O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!), é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a 'Valentina', a 'Barbarela', a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão. Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há. Os 'malhados', os 'turbinados' geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou. Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa. A atual 'revolução da vulgaridade', regada a pagode, parece 'libertar' as mulheres. Ilusão à toa. A 'libertação da mulher' numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades. Mas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são 'areia demais para qualquer caminhãozinho'. Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens. Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme 'jamesbondiano' dos anos 60. Não há mais o grande 'conquistador'. Temos apenas os 'fazendeiros de bundas' como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis. Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos 'normais' e 'disponíveis'...Pois bem, com certeza a televisão tem criado 'sonhos de consumo' Mas ainda existem mulheres de verdade. Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem 'dentro de casa', o seu trabalho. E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo de parecer um 'chato' ou um 'cara metido a intelectual'. Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas. Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos!! Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Beegees ou um cd do Kenny G (parece meio breguinha)...mas é tão boooom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!!!Penso que hoje, num encontro de um 'Turbinado' com uma 'Saradona' o papo deve ser do tipo:-'meu'... o meu professor falou que posso disputar o Iron Man que vou ganhar

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

DO TEMPO QUE NOS RESTA



De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos. Que não será aqui a nossa festa.
De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos. De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos. A solidão deixou de ser um nome apenas. Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói. Dói tanto! E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor, e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós.
Temos de ter, necessariamente, uma alma. Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
Rimos e sabemos que não é verdade. Falamos e sabemos que não somos nós quem fala. Já não acreditamos naquilo que todos dizem. Os jornais caem-nos das mãos. Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.
Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos. Como os outros. Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente. Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco. Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante onde temos uma herança de nobreza a receber.
O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa. Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.
E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado. Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído, uma vontade grande de não mais ter medo, o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda. E perguntar o caminho.
Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias.
E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa.
Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece, mas sabemos que também isso é um ponto da viagem e que não nos podemos deter aí.
Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas. Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início. Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate. Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir... Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons. De complicar a vida. De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo. Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.

APARENCIAS QUE ENGANAM


Seu Chico listado; (por causa das calças e camisas listradas que usava) morava em uma fazenda abandonada. Ia a cidade 02 vezes por ano. A fazenda onde ele morava tinha uma paisagem muito bonita. De vez enquando aparecia alguem por lá, de jeep ou moto praticar trilha entre as montanhas.Certo dia seu Chico estava sentado no barranco da estrada próximo da porteira, de repente apareceu um trilheiro com um jeep todo embarreado, pilotando o jeep estava um playboy muito mal educado com um cachorro pit bull no banco do passageiro. Foi logo gritando: - Ei velho, abre logo esta porteira que não tenho tempo a perder, se demorar muito eu solto meu cachorro e mando que ele mate esse seu vira lata.Seu Chico, muito calmo, com seu paiero na boca falou; oia moço si eu foçi oçe naum sortava seu cachorro naum.- Ta querendo dizer que este seu cachorro magro, amarelo, desnutrido vai bater em meu pit bull?- Oia moço, batê, num sei naum, mais que vai matá na primeira dentada vai.- Qual que é velho. Eu confio no meu pit bull, e vou soltar agora mesmo, e soltou o pit bull prá cima do cachorrão amarelo de seu Chico. Foi um único tapa e uma dentada na garganta, e o pit bull ficou se estribuchando no chão todo ensanguentado.- Que diabo de cachorro é esse! Qual é a raça dele? Onde voce consequiu este cachorro? exclamou o jipeiro atônito com a ferrocidade do cachorro amarelo de seu Chico.- Eu tentei ti avisá, moço. A raça, eu sei naum. Onde arrumei ele, foi na urtima ida na cidade quando eu passava lá ondi tava o circu, vi esse bicho lá morrendo de fome, com o pescoço todo cabeludo, tozei eli dei umas galinhas prá modo de mata a fome dele, hoje é meu miór amigo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

VAI...


Para sonhar o que poucos ousaram sonhar.
Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.
Para alcançar a estrela inalcançável.

Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.
Sem quereres saber quão longe ela se encontra;
nem de quanta esperança necessitarás;
nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.

Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.
Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.
Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.
Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.
Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.
Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.

Para amar com pureza e castidade.
Para devolver à palavra "amigo" o seu sabor a vento e rocha.
Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e - ou - muitos mais nascidos apenas do teu coração.
Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens.
Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite.
Para vencer o medo.

Não medirás as tuas forças.
O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras.
Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.
Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira.
Olharás para tudo com espanto.
Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.

Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer.
Para viver daquilo que mata.
Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.
Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.
Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.
Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.

Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo.
Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.
Para mostrar que se pode viver de luar quando se vai por um caminho que é principalmente de cor e espuma.
Levantarás do chão cada pedra das ruínas em que transformaram tudo isto.
Uma força que não é tua nos teus braços.
Beijá-las-ás e voltarás a pô-las nos seus lugares.

Para ir mais além.
Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram.
Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.
Dirás até ao último momento: "ainda não é suficiente".
Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.
Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.
Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.

Para tocar o intocável.
Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.
Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.
Para alcançar a estrela inalcançável.

SE EU MORRER


Se eu morrer antes de você,faça-me um favor: Chore o quanto quiser,mas não brigue com Deuspor Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar,não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contaremalgum fato a meu respeito,ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo,só porque morri,mostre que eu tinha um pouco de santo,mas estava longede ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio,mostre que eu talvez tivesse um poucode demônio, mas que a vidainteira eu tentei ser bom e amigo. Espero estar com Ele o suficiente paracontinuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escreveralguma coisa sobre mim,diga apenas uma frase: - "Foi meu amigo,acreditou em mime me quis mais perto de Deus!" - Aí, então, derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la,mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído,irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando,dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito felizvendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai,aí, sem nenhum véu a separar a gente,vamos viver, em Deus,a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas?Então ore para que nós vivamoscomo quem sabe que vai morrer um dia,e que morramos comoquem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céupara mais perto da gente,e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você,acho que não vou estranhar o céu... "Ser seu amigo...já é um pedaço dele..."

UM ANJO EM MINHA VIDA


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Deus olhando para os seres da terra viu muita dor e compadeceu-se...Enviou então vários anjos.- Ide e alegrai os filhos dessa terra por algum tempo! Ao findar esse tempo, voltem ao paraíso! Os anjos obedeceram com presteza e carinho...esmeraram--se nessa missão tão nobre e linda...Entretanto, um desses anjos,ao dedicar - se à essa tarefa,descuidou-se e caiu de amores por aquela a quem deveria levar Alegria e deu a essa mulher muito mais que Alegria...deu Amor de forma intensa e encantadora....tornando-a a mais feliz das mortais! Porém o prazo terminou e retornaram ao paraíso. E o anjo descuidado apresentou-se à Deus e perguntou-lhe porque o chamara se com isso iria fazer sofrer de novo aquela por quem se apaixonara! Eis que Deus respondeu-lhe: Sofrerá com certeza a perda da tua companhia mas terá aprendido para sempre a força do amor e saberá encontrar de novo a alegria de viver,mesmo sem tua presença ! Consola-te ! pois teu amor viverá nela para sempre mesmo quando estiver amando outros. Pois tu ensinaste o Amor eterno ...e essa era tua missão!

O CAUSO DO TOURO


Pra contar este causo, vou usar apenas o diálogo das duas personagens em questão: um touro garanhão e uma vaca que, naquele dia, tava com uma danada de uma vontade de ter um caso de amor com o dito cujo touro. Porém, para desespero da vaquinha regateira e fogosa, havia uma cerca de arame farpado entre os dois. Um deles pertencia a uma fazenda e o outro era de outras paragens. Estavam se conhecendo naquele dia. Vaca (se insinuando) – Vem, touro. Óia eu aqui! Fresquinha... bonitinha... esperando um bonitão como ocê. Touro – Mas como é que eu posso ir aí desse lado? Ocê não tá vendo essa grande cerca que separa a gente? Vaca – Ah, mas dá um jeito, uai. Ocê num é macho? Ocê num qué fi ca numa boa comigo? Eu tô num fogo que num me agüento. Vamo lá. Cria coragem e pula essa mardita cerca aí, sô. E toca a requebrar as cadeiras, cada vez mais insinuante. Touro (já em ponto de bala) – Mas cumé que eu faço? Bem que eu tô com vontade de traçá ocê, mas com essa cerca aí fi ca difícil. Ela é muito arta. Vaca (mais dengosa ainda) – Ué! Dá um jeito. Faz um sacrifício. Ocê num é o bão dos pastos? Vem que ocê vai vê como vale a pena... O touro, não agüentando mais de vontade, afasta- se uns 10 metros para pegar velocidade e... tiummmm: pula a dita cerca. Um bom tempo se passa e a vaca fi ca surpresa, vendo que o touro está triste e sem graça. Vaca – Então, touro? Ocê faz esse grande sacrifício, pula a cerca, consegue chegá até aqui e fi ca aí amuado, sem tomá nenhuma iniciativa? Touro – É! Tá certo que eu consegui pulá, mas óia lá o que fi cou pendurado na mardita cerca...

SABEDORIA DOS ÍNDIOS SIOUX


Conta uma velha lenda dos índios Sioux que, uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo..- Nós nos amamos... E vamos nos casar, disse o jovem. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã.... Alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer ? E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse :- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada... Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.- E tu, Touro Bravo, continuou o feiticeiro, deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva !Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco. O velho pediu que com cuidado as tirassem dos sacos e viu que eram verdadeiramente formosos exemplares...- E agora o que faremos? Perguntou o jovem! As matamos e depois bebemos a honra de seu sangue ?- Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? Propôs a jovem.- Não ! Disse o feiticeiro... -Apanhem as aves e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... Quando tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres. O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... A águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar. E o velho disse:- Jamais esqueçam o que estão vendo! Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro...Se quiserem que o amor entre vocês perdure..."Voem Juntos...mas jamais amarrados"

RELACIONAMENTOS


Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:- 'Ah, terminei o namoro... '- 'Nossa, quanto tempo?'- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'- É não deu...?Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?E não temos esta coisa completa.Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.Tudo nós não temos.Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.Pele é um bicho traiçoeiro.Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... Senão bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.O outro tem o direito de não te querer.Não lute, não ligue, não dê pití.Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.Nada de drama.Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?O legal é alguém que está com você por você.E vice versa.Não fique com alguém por dó também.Ou por medo da solidão.Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.Tem gente que pula de um romance para o outro.Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?Gostar dói.Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.E nem sempre as coisas saem como você quer...A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.Na vida e no amor, não temos garantias.E nem todo sexo bom é para namorar.Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.Nem todo beijo é para romancear.Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?

AMOR IMPOSSÍVEL


São lágrimas que solto por saber deste meu amor impossível. Lágrimas de alegria por saber que o amor é meu e que, apesar de impossível, estará sempre ao alcance do sonho e do desejo por cumprir… E o mar com o seu sorriso de prata é meu aliado, meu amigo, para harmonizar os meus momentos de fim de tarde em que me encontro na areia da praia deserta e desejo nadar até ti. É através das ondas sorridentes que o mar me acalma, e me deixa inerte ao pensamento fugaz da loucura do acto por realizar… Volto sempre! Sei que outro dia virá feito de ilusões e de argumentos, para que o mundo nos afaste, sei que o meu caminho é feito das peripécias loucas e dos trechos perdidos do meu recanto chamado realidade, e ainda assim penso em ti.Tão longe que estás, e tão perto que te sinto, nessa magia do amor que construo como castelos de areia à beira-mar, num desafio, para que mandes uma onda maior e os destruas, chamando-me assim à minha dura realidade…E a teimosia provoca-me, faz-me voltar em cada final de tarde para construir de novo os castelinhos de areia húmida. Essa mesma teimosia que vai de mão dada com a esperança, que assim aproveita para imaginar a tua chegada por entre as alegres ondas e, num pensamento secreto, chega a imaginar que vens naquela onda maior. E se os castelos são de areia, os desejos são de vento, e o meu amor é bordado pelo sol que, ao longe, se despede e vai dormir. O mesmo sol que aquece esta relação inexequível. Anos passaram e a fonte das minhas lágrimas nunca secou… A minha pele queimada do sal e do vento anunciou o meu desespero de uma vida solitária. Os cabelos brancos escondidos debaixo do boné de marujo são como sementes da minha preocupação por não saber de ti…Nem por uma única vez apareceste!E tanto que sonhei com esse momento. Estudei as palavras, e fiz frases para te oferecer…Fiz planos… uma casa nessa praia deserta ou na ilha solitária do mediterrâneo. E tu, sereia do meu imaginário, nunca vieste…